quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Leão do Norte



Tu és o "Leão do Norte" que só descansa
Nos dias alegres do maracatu e do frevo.
Pernambuco, sinceramente, eu não me atrevo
Cantar toda a sua folclórica pujança,
Que está no canto, nos ritos, na dança
Das "pastoras" na "Festa do Pastoril",
Frenesi no burburinho quase febril
Que arrasta pelas ruas tua população.
Pernambuco de Petrolina, de Jaboatão,
Da histórica Olinda com suas belezas
Da época colonial. Fortes e igrejas
Que no tempo sobreviveram aos desafios,
De Recife com suas pontes sobre os rios,
Suas praias... retrato da Veneza italiana.
Do solo massapê, onde a cultura da cana,
Na zona da mata, exuberantemente cresce,
Dos pequenos engenhos, que no agreste,
Fabricam a cachaça avidamente consumida...
Da ilha de Itamaracá, das belezas de Carnaíba,
De Garanhuns, das "Feiras de Caruaru"...
Dos espinhosos xiquexique e mandacaru
Que formam a caatinga que veste o sertão
Onde a seca castiga sempre, sem compaixão,
E deixa o sertanejo apreensivo, inquieto...
Pernambuco de João Cabral de Melo Neto,
De Gilberto Freyre, sociólogo e escritor,
De Frei Caneca da "Conferência do Equador"
Pela qual entregou a vida como tributo,
De Manuel Bandeira, de Joaquim Nabuco,
Dos ideais iluminando tua gente altaneira:
O da liberdade, na "Revolução Praieira",
O da independência, na "Guerra dos Mascates"...
Pernambuco de tantos outros destaques
Na vida do País... participações históricas!
Das riquíssimas manifestações folclóricas
Que enumerá-las eu não me atrevo
E, que estão nos ritos, no canto, na dança...
Tu és o "Leão do Norte" que só descansa
Nos dias alegres do maracatu e do frevo.

Poema de Agenor

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

As Pontes do Recife


Numa cidade conhecida como a Veneza Brasileira era de se esperar que a sua paisagem fosse dominada por inúmeros canais e rios, e por pontes que causassem suspiros. Pois é exatamente isso que se vê: dezenas de lindas pontes, cortando inúmeros rios e canais, provocando admiração em turistas e recifenses.

Há alguns anos, foi realizada uma pesquisa entre os habitantes do Recife para escolher o símbolo da cidade, e as pontes ganharam disparadas! São 49 construções desse tipo, algumas com nomes esquisitos como a do Motocolombó, sobre o rio Tejipió. Outras, suntuosas como a Buarque de Macedo (1845), a mais extensa do Centro, e a Maurício de Nassau, que lembram (guardando as devidas proporções) as pontes de Praga, com as cabeceiras dominadas por grandes estátuas de ferro. E falando nela, a bela ponte Maurício de Nassau é também a mais antiga do Brasil. A original foi construída pelo tal conde holandês em 1643, para ligar o Recife à cidade Maurícia. Em 1917, foi construída uma nova no mesmo local.

Mas pra mim, a mais linda de todas é a ponte Velha (ou 6 de Março) de 1921, com seus lampiões e proteções de ferro bordadas. A original foi construída pelos holandeses em 1643. Destaque também merece a ponte de ferro D. Pedro II ou da Boa Vista (reconstruída em 1876), entre as ruas Nova e da Imperatriz, que foi a segunda construída pelos flamengos no Recife.

A iluminação noturna das pontes Duarte Coelho (1884) e Princesa Isabel (1863), refletida no rio Capibaribe é de embasbacar. Dessas duas se tem a melhor vista do casario da rua da Aurora, um dos cartões postais da cidade. A ponte Princesa Isabel foi projetada pelo arquiteto francês Louis Vauthier.

Tem até uma ponte giratória (a 12 de Setembro), para a entrada dos navios nos cais internos e que hoje não gira mais. Porém, as maiores de todas,além da Buarque de Macedo, são a ponte do Limoeiro, sobre o rio Beberibe e que liga o “continente” ao Recife Antigo; e as pontes do Pina (Agamenon Magalhães) e Nova do Pina (Paulo Guerra), sobre o rio Pina, e que ligam o Centro aos bairros da Zona Sul.

Esse roteiro pode ser feito por cima das pontes a pé ou de carro, e também por baixo, em um catamarã que sai do Cais de Santa Rita e vai navegando Recife a dentro.

Fonte: Overmundo

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Comarca do São Francisco

A área territorial onde hoje fica o oeste baiano e que anteriormente pertencia ao Estado de Pernambuco. A perda dessa área ocorreu como uma punição a Pernambuco por conta do Estado ter desencadeado o movimento separatista denominado Confederação do Equador.

Sufocado o movimento, Dom Pedro I desanexou a Comarca do São Francisco do território pernambucano e anexou-a "provisoriamente" a Minas Gerais, a 14/06/1824.

Depois, a 15/10/1827, o imperador anexou (também "provisoriamente") o território ao Estado da Bahia.

É uma área de terras férteis e a única região do sertão que dispõe de rios perenes. Com a perda da Comarca do São Francisco, Pernambuco teve sua extensão territorial reduzida de 250 mil km2 para os 98.938 km2 do seu atual território.

Pernambuco pleiteava o retorno da comarca, mas os deputados federais e estaduais de Pernambuco, na constituinte de 1988 (constituição federal e estadual), "trocou" por Fernando de Noronha.

Fonte: Memorial de Pernambuco e PE de A a Z